7 de dez de 2016

Os porquês...


A resposta segue atrasada para o nada, mas foram esses:
Porque algumas ausências preenchem todos os espaços e as vezes choramos baixinho, escondidos do resto do mundo.
Porque as estradas mudam, as paisagens se transformam, mas as lembranças ficam intactas, protegidas da erosão do tempo.
Porque eu precisava saber da gravidade. Como ela opera sua força, se ela ainda se mantém.
Porque algumas coisas são verdadeiras, algumas coisas são puras e sinceras, mas em apenas um coração.
Mesmo que as vezes só sejamos usados para consertar confianças quebradas e provar teorias e palavras empenhadas.
Porque algumas vezes nos tornamos tão duros quanto dissemos que nunca seríamos. E não é por escolha ou por não tentar, é que precisamos ser fortes para não quebrar. Para não desistir de nós quando todos a nossa volta desistem.
Por isso procuramos. É por isso que entramos em contato. Pra matar a última esperança e a última gota de ilusão.
Só assim, morrendo, podemos renascer das cinzas e seguir, seja lá pra onde for.

4 comentários:

  1. Sei lá, eu acho que o porquê das coisas gira sempre em torno de reciprocidade ou relatividade. Ser recíproco sempre que puder - usar de relatividade com quem não quer reciprocidade, quer só receber. Beijo

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  2. Acho que vc tem razão quanto a isso. Relatividade, reciprocidade é importante, tudo bem que eu passei a minha infância aprendendo diferente. Que amor é algo que se doa de graça, sem nada esperar receber, que quando alguém bater em uma face devemos oferecer a outra, que a bondade deve ser espalhada pelo mundo ainda que comece só por nós. Como na história do Beija Flor temos que fazer a nossa parte. Mais que tudo eu sempre acreditei nisso, que se plantassemos coisas boas, colheriamos coisas boas. Que o que a gente faz de bom, um dia volta.
    Mas hoje não sei mais Lucas, hoje penso que vc pode estar certo. Não tenho certeza ainda.

    Obrigada por vir
    Beijo

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    1. Olha, tem a posição idealista, essa que você disse, e tem a posição realista, a que eu disse que acho que é melhor. Não sei se alguém sabe qual é a melhor. Eu acho que o melhor é, se você abraçar um pensamento, tem que ficar nele sem mágoas e sem reclamações. Conheço pessoas que vivem dizendo: 'poxa, eu amei, amei, e ela não me compreende'. Pô, meu, ou aceita que ela não compreenda e segue a vida ou desama de vez. Beijo

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    2. Parece uma coisa bonita ser idealista. Gosto muito disso!
      Concordo em partes, meu pai dizia sempre: aceite aquilo que vc não pode mudar. (eu sempre quis mudar TUDO), algumas coisas temos que aceitar, até pra evitar dor. A parte do "desama de vez" que não dá pra mim pq sou biologicamente feita com a incapacidade de desamar rsrs Posso mudar a forma de amar. Mas desamar, nunca consegui.rs
      Beijo

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