10 de set de 2016

Final doce


Foi de açúcar e fel. Inebriou meus sentidos cada pedaço desse amor. Quisera que durasse o tempo dos astros. Quisera que as tormentas o tivessem levado em direção segura. Fonte do meu desassossego e sonho. Quem dera tivesse sido forte por mais um dia. Quem dera tivesse sido forjado da armadura dos anjos. Oh complacente amor a quem tudo eu perdoara... Fostes o mais puro e belo sentimento que a caixa da minha alma carregou, és a estrela mais brilhante do meu céu, ainda que o tempo — a ti — apagou.  


5 comentários:

  1. Lindo demais, triste despedida! bjs, chica

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  2. Despedidas são sempre tristes. Não é mesmo? Deixa um gosto estranho no céu da boca.
    Bjos

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  3. É uma poesia em forma de prosa. Muito bonita, aliás. Legal mesmo! Admirável. Além da beleza inquestionável, fiquei atraído pela forma de discurso quase de uma poesia de Camões ou Shakespeare. Quando o que é bom acaba, fica o ‘quem dera’. Quem dera, não ficasse...

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    1. É? Pensei que fosse só um punhado de palavras voando por aí...
      Fica mesmo o quem dera. Mas não é bom que fique?
      Não é bom esse gosto de quero mais?
      Eu tive um professor que dizia: "QUando morrer na alma o gosto de quero mais, melhor que estejamos mortos"
      Tudo que é bom só dura o tempo pra ser eterno no nosso querer.

      beijos

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  4. Boa noite, querida Juliana!
    Prosa poética linda onde se revela a dor de um coração que sente a perda seja como for...
    Bjm muito fraterno

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