15 de set de 2016

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Há momentos em que a gravidade parece agir forte, tanto e tão intensamente que quase posso sentir a força nos arrastando. Então percebo que talvez ­― só talvez ― eu tenha mesmo perdido a razão. É preciso aceitar que não há gravidade nesse caso. Que nunca houve nada.

Quer dizer, até houve. Mas foi tudo conjugado no singular. Sentido no singular.

Eu tenho ouvido home.  O que a gente não faz pra proteger as pessoas que ama... O que a gente não diz pra que elas sejam felizes, mesmo que longe...

É complicado porque o tempo embaralha as coisas, há um tempo que nem dá pra saber o que é mito, o que é história, o que é real. As vezes tudo só parece um sonho bem distante.
Tenho cumprido as promessas. Isso é para além da eternidade. É algo que permanece. Claro, as vezes sou assombrada com a voz do aeroporto e quase quebro meu voto todos os dias o odiando por alguns instantes. Mas não se pode negar a existência de algo muito maior que nossa frágil mortalidade. Então segue novembro. E todos os meses são novembro. Pra mim.

3 comentários:

  1. O amor e a singularidade não são inimigos. Não amigos confidentes de seus desconsolos. Amar sozinho é amar. (É amar???) Eu penso que é. Mas nunca quis ser. O bom de ser amor é ser recíproco. Senão, sobram novembros para essa, agostos para aquele, anos inteiros para outros. Aí vem a pergunta que não quer calar. Por que a gente ama a(o) bandida(o) que não quer ser plural nesse negócio com a gente???

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  2. Porque diferente do que a gente põe no prato, amor não é escolha.
    Viver ou não em função de um amor assim é escolha.Mas amar não. Amor é conquista. E quando conquistados perdemos as defesas.
    Amar sozinho é amar. E doer. E penar.
    Divaguei rs

    Beijos

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