3 de jun de 2016

"Tenta não se acostumar eu volto já, me espera"



Amarra uma corda na Lua, segura ela no firmamento. Abraça os versos antes que escapem e o vento os leve até o litoral. 
É a força da gravidade. Eu sinto. 
Eu tento. Mas as gavetas se abrem e as fotografias caem aos montes, imagens de mãos e toques. Perfume e voz. 
Volta, volta para o lugar guardado. Fecha com chave, corrente e cadeado.
Tranca no lugar mais remoto e põe algo pesado por cima. 
É a gravidade... Sons invadem as lembranças, "nem no céu, nem no mar..."
A música rompe a barreira do silêncio quebrando cadeados e correntes. 
Enquanto se ouvir... Enquanto se ouvir...

É o universo brincando de impossíveis. 

Um comentário:

Me conta tua impressão sobre o que leu, que eu te conto o que tua impressão me causou.

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