13 de dez de 2015

De volta...



Eu não sei ao certo o que foi que mudou em mim, mas dei de calar a pena e deixar o tinteiro secar.
Talvez eu tenha esquecido como se escreve e as palavras tenham fugido nas asas do pássaro, afogado em um mar revolto, se espatifado em pedaços no cosmos.
Pegue um animal criado em um zoológico e jogue na selva sem preparo algum. Assim é o coração humano, apertado,ferido, sufocado. Perdemos o chão. A voz.
Mas a vida exige pressa e não nos dá tempo para recuperar.
Eu não me recuperei.
Talvez eu tenha me perdido pelo caminho. Ainda que seja uma sobrevivente, ave de asa quebrada que insiste em alçar seus voos.
Eu não sei, exatamente, o que me fez parar por tanto tempo.
Terá sido os olhos voltados insistentemente para esse blog, vigiando cada minúsculo passo meu? Não. Sempre fui a garota dos mil olhos sobre mim, carregando o peso de não poder tropeçar, tendo que me esforçar para ser melhor, e, talvez... ser aceita.
O tempo? A estrada? As pegadas que já não me cabem nos pés? Não... Não. Não.
Vivi um tempo silencioso. Nem sequer os meus pensamentos eram audíveis. A imaginação fugiu, a inspiração dormiu placidamente.
De modo que talvez eu tenha ficado seria demais ou fria demais ou fechada demais e escrever sempre exigiu de mim um desprendimento, uma imaginação e fé que aos olhos comuns sempre foram mais drama que talento.
Dúvidas sempre fizeram parte desse meu viver, todavia uma certeza tenho: Deus me forjou com um material resistente a quedas e tropeços e uma alma que ama colocar em palavras as reminiscências perdidas, as sutilezas do sonho, a fé que nos levanta todos os dias, apesar dos pesares.
E é com essa essência que retomo as atividades no blog. Porque eu posso não saber escrever mais nada, mas tenho o resto da minha existência para aprender.



Um comentário:

  1. Olá :)
    Querida, quanto tempo *-*
    Ai que saudades de ti >.<
    Adorei o texto, principalmente o final.
    Vivemos um eterno aprendizado não é mesmo?

    Beijão e se cuida
    www.rimasdopreto.com

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