4 de ago de 2014

(.)



Feche os seus olhos
E se entregue a dança.
Há essa canção que move o mundo,
Sintonia de almas...
É o amor preenchendo inexistências.
Você pode senti-lo.
Tratá-lo bem...
Pode flutuar em seus braços!
Ou pode fechar- se inteiro,
Como se nunca o tivesse sentido.
E quando os olhos não mais se veem
A dança se descompassa.
Não importa se os céus se tocaram,
Ou se havia alguma magia, poesia.
Quando o universo põe cada coisa em seu lugar,
Quebra-se o encanto.
O que havia ali?
Que musica se ouvia?
E como no conto “A roupa nova do rei”
Dançamos sem roupas, sem musica.
Sonhamos sem creme?
Desatam-se os nós que nos faziam plural.
Houve nós?
Não terá sido um erro de conjugação?
De amarração?
Quando fechamos os olhos para o amor
Ele também se fecha para nós.
Murcha...
Mingua como lua em fase de inexistir.
Até que se faça o vazio,
Sem palavras;
Sem gestos;
Sem adeus.
Apenas o silêncio dos finais
Que existe, ali... Naquele ponto
O ponto que interrompe a dança (.)


P.S: Voltando... 


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