12 de nov de 2012

Expurgação


Pela paz perdida em uma batalha ardil.
Eu, devotada de abundante fé e intento, 

Hoje rogo e suplico ao firmamento
A liberdade do meu coração febril.

Preso nas amarras de um amor ferino,
Que o iludiu de forma tal que já não sei,
Como fez de mero cavaleiro um rei,
E lhe entregou suas portas, seu destino.

Que o universo me restaure o que é certo.
Todo domínio que cedi ao combatente.
Toda razão que desprezei com ousadia.

Todo afeto que ofertei de alma e mente.
E este Mar que me inunda em demasia
Seja expurgado até findar-se num deserto.


11 comentários:

  1. Antonio Conselheiro não sabia, mas o mar vai virar sertão...

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  2. Gostei muito desse expurgação. Só acho que não deve deixar virar deserto o solo do teu coração. Sei que agora parece que não vai sarar, mas sara. Deixe que outro venha e regue para que haja vida novamente nessa terra. Então, quando menos esperar vai estar amando de novamente. Tão cedo abaixe a guarde melhor. Baixe a guarda. Deixe-se regar. ❀

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    1. Ah senhor anônimo... Deus me livre e guarde! rsrs

      O poema fala de uma tola que amou sem ser amada e se desarmou.
      Que mulher é tão tola a ponto de amar um homem assim?
      E confiar? E dar-lhe tudo? Se eu fosse essa mulher me trancaria pra sempre e nunca mais deixaria que crescesse nem capim no meu coração rs
      Mas agradeço as doces palavras, viu?

      Milhões de beijos

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    2. Caríssima, nunca mais é muito tempo! Penso que essa mulher foi uma dama corajosa, é preciso coragem pra se lançar ao precípicio. Ninguém se lança sobre um precípicio sem se ferir um bocado. Diga-lhe apenas que vai passar. E que baixe a guarde, não faltarão nobres, reis, principes, dispostos a tornar esse deserto o mais belo jardim.

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    3. kkkkkkkk
      Tá certo. Eu direi a personagem do poema. ;)
      O anônimo poderia fazer a gentileza de se indentificar?
      Se não for pedir muito... rs

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    4. Digamos que sou apenas um protetor das personagens indefesas. Que já errou muito com uma delas, tentando forçar uma escolha, mas que agora espera pacientemente que ela retorne ao lugar a que pertence. Taithí an draíocht!

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    5. Hum...

      Talvez a personagem esteja onde deve está. ;)
      Mas tenho certeza que ela já perdoou vc rs
      Fique bem!

      Milhões de beijos

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  3. Lindo, Ju!
    Me identifiquei totalmente, tb já fui essa tola donzela, desarmada diante de uma promessa de um ser que parecia prícipe, mas não passou do mais sorrateiro vilão! Bjs!

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    1. Ju!

      Que bom ter vc aqui. *---* A personagem do poema sempre soube que ele não era principe, ela se desarmou por amor e se deu mal. rs Acontece né?

      Milhões de beijos

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  4. Juliana,
    simplesmente lindo o poema.
    Há uma parte em mim que se sente fascinada pela parte difícil do sentir.
    E a descrição do desencanto em teu poema é lindo.
    Confuso para mim e difícil de explicar, mas existe lá no fundo algo de belo em meio a essa dor.

    Um beijo !
    Excelente semana !
    Jhosy

    http://meninamsicaeflor.blogspot.com.br/

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    1. Jhosy

      Adoro essa capacidade da gente achar beleza em qualquer coisa. rs Há beleza sim, onde há amor há beleza.

      Milhões de beijos

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