6 de jun de 2012

E Deus me tira a poesia...

Deus de vez em quando me tira a poesia.
Olho para uma pedra e vejo uma pedra.
 Adélia Prado



Ando vendo pedras demais. Dessas que só servem para atravancar o caminho e não para construir castelos. Daí que o dia começa lento e se abre como pétalas de rosas. Mas esqueço a beleza do instante e vejo a rosa desfalecendo. Desfaleço também. Na verdade eu já vivi tantas promessas vazias que perdi a fé. E pela liberdade da pena que carrego, hoje falo de desesperança e tristeza.
Que coração quando dói mexe com a gente inteiro. Faz calo na alma. Sinto o íntimo calejado. Vontade de colo e casa. Vontade de que me digam: “Calma! Vai ficar tudo bem. Há verdade. Há honestidade.” Vontade de pouso seguro, porque voar também cansa. Mas por onde pousei na vida, me roubaram pedaços. Partiram-me o coração. Hoje sou pedaços vazios de mim, então escrevo. É o que me resta. É o que ainda me salva...

P.S: Perdoem os silêncios. É um desses momentos em que Deus me tira a poesia. Mas... É aniversário de 3 anos do Reticências... Parabéns pra todos nós.

3 comentários:

  1. "Assim como a dor que fere o peito. Isso vai passar
    também" ...

    É isso.

    Até breve meus queridos.

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  2. Tudo passa. Vc é mais forte que isso moça!

    Beijos

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Me conta tua impressão sobre o que leu, que eu te conto o que tua impressão me causou.

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