18 de dez de 2011

Deixo...


 "[...]Uma ave voando não significa que está partindo.
Uma ave voando pode estar regressando..."
(Fabrício Carpinejar)

Deixo umas palavras tortas e pobres.
Franzinas de paixão, nada nobres.
Deixo um canto rouco e ínfimo,
Mas nasce além da garganta, lá no intimo.
Deixo uma saudade danada
Daquelas grandes... Maior que o nada.
Deixo os versos que não falei
Nos tantos abraços que pela vida dei.
 Deixo sonho, desejo, fome,
E uma história pro meu nome
Deixo pouco. Pro tanto que a vida deu,
Apesar dos muitos momentos de breu.
Fez-me protagonista dessa trama
Coroada de mistérios, amante do drama.
Ora mocinha e princesa, ora bruxa e vilã.
Ora freira recatada, ora a mais bela cortesã.
E a plateia rememora cada ato
Enquanto retiro-me com recato,
Sem querer espetáculo na partida.
E como quem nasce... Deixo a vida.


*´¨)
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•`ღ*

Um comentário:

  1. Uma despedida lenta, suave e até doce.Lindo ´poema e inspiração!Obrigado pelo carinho por lá!beijos,tuuuuuuuudo de bom nesse Natal e SEMPRE!!!chica

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