13 de ago de 2011

Uma história de amor em 11 atos ( 4º parte)

A colisão



Como toda colisão, aconteceu de forma inesperada...
O homem de ouro estava perdido e entediado. E a maluquinha tinha tirado o dia pra brincar de salvar almas perdidas. Ela olhou pra ele e riu! Aquela postura séria dele, aquele “jeito perfeitinho” era hilário. O cara era uma figura. De longe ele parecia ser um cara com uma vida perfeitamente correta, mas ele mentia! Mentia sobre qualquer coisa e inexplicavelmente ela sabia disso. Era como se ela reconhecesse cada verdade e mentira que saia de sua boca.
 Ela olhou perto, bem perto e viu que existia um vazio tão doloroso naqueles olhos que ficou assustada. Prometeu pra si mesma que iria preencher o vazio dele com o que quer que fosse e que só sairia da vida dele quando ele estivesse bem de verdade, não apenas aparentemente bem. Mas feliz.
A maluquinha era uma fraude. E ele soube desde o início. Ela estava tentando chocar o mundo, mostrar que já não era mais a mesma. Mas ele soube. Ele olhou-a perto, bem perto... E sabia que algo não estava certo. Encheu-a de perguntas e ofereceu ajuda, ajuda pra sarar sua dor. Ela não queria! Não queria ajuda nenhuma. Pelo contrario, estava procurando pessoas que a empurrassem barranco a baixo. Queria apenas ajuda-lo, mas sem que ele se aproximasse muito.
Então resolveu seguir seu caminho, mas ele não aceitou. Descobriu endereço, telefone e tudo o mais... E a procurou. Deve ser algo relacionado com a profissão dele, mesmo sendo uma colisão, ele não podia aceitar que ela fosse embora da mesma maneira.
Decidiram que iam se ajudar mutualmente. Com linhas divisórias que os manteriam cada um em seu lugar. Ela achou seguro. Ele não fazia “seu tipo”, ambos já eram comprometidos e poderiam ir embora quando bem quisessem. Então ela o entortaria até que ele ficasse menos duro, mas sem o tirar do rumo certo e ele a deixaria mais reta até que ela ficasse menos mole.

Perfeita teoria. Mas a prática foi bem diferente...

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