20 de abr de 2011

Penitência

É que eu vim dizer mil poesias só pra você.
E se de alguma gostar outras mil eu posso formar.
E se tocarem você outras mil eu posso fazer.

(Chimarruts)



De tudo o que por ti foi me dito
As últimas mensagens eu guardei.
 É um masoquismo sem tamanho, eu sei.
Mas só relendo eu creio no escrito.

E releio e me firo propositalmente
Só para tentar odiá-lo um pouco.
Acho até que é insanamente louco
Amar-te e amar por todo o sempre.

Não te invoco, nem tampouco procuro.
Amo-te no silencioso conforto da distância
Protegida pela tua ignorância
Do meu amar infindávelmente puro.

Releio as mensagens como penitência.
E nem assim finda o amar e é por amar-te
Que aceito e respeito como se fora arte,
Teu direito de esquecer minha existência.

Juliana Lira

4 comentários:

  1. Oi Ju... seu poema é tão belo, as palavras bem escolhidas para demonstrar um sofrimento... e bem nesta santa semana onde recordamos com mais intimidade as dores de Cristo por nós.
    Doce Páscoa, menina!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Juliana que precisão lirica, que poema perfeito,
    os versos, as palavras se encaixam de forma espetacular,
    gostei muito ju.
    beijos linda

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  4. Aii que lindoooo seu novo cantinho. Eu não conhecia.
    E as mensagens estão lindas, parabéns.
    Vouuu ler o que puder, quero ler tudo kkkkkkkkkkk

    Saudades, beijos, fica com Deus

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