16 de jan de 2010

Reviro as lembranças...


Texto por Juliana Lira



Abro as velhas gavetas da minha memória,
Procuro algo que me lembre como tudo era certo,
Quando havia um Oásis no lugar deste vasto deserto.
Assim procuro entender os enredos da minha história.

Vejo imagens  permeadas de cantos e, todavia,
Há tanta felicidade entre sorrisos e abraços,
Que me pergunto se são mesmo meus esses maços
De lembranças há tanto carregadas de alegria.

Ali há o roçar da barba no beijo de bom dia,
Há as mãos unidas em uma promessa eterna,
E tantos sonhos do que no futuro eu seria...

Pena que lembranças tão alegres trazem dor agora,
Evocam saudades insanáveis e promessas desfeitas,
Fecho as gavetas e vou seguir em frente, por ora.

Um comentário:

  1. As vezes tenho um certo temor em abrir certas gavetas.
    Parece-me que há fantasmas prestes a ressurgir.
    Mas sei que tenho que enfrentar com coragem essa tarefa, para seguir em paz.

    Obrigada pela luz!

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