5 de out de 2017

Saudade


Todas as horas do dia contam a saudade
Essa tem teu nome em forma de verso e musica
Tem o cheiro do teu perfume.
Tem o som da tua voz...

Tem as notas do nosso adeus.


3 de out de 2017

Vício!

Escrito por Juliana Lira

Eu que enchia o peito e dizia:
‘Não tenho vícios,
 Não fumo, não bebo,
Droga nenhuma me vicia’.

Não me apercebi dos sinais:
A ansiedade, as palpitações;
Os tremores nas mãos, as alucinações;
E que cada vez precisava de mais.

O não querer fazer qualquer outra coisa,
E ignorar os danos que poderia causar.
As tentativas fracassadas de deixar,
Para então querer mais e de novo.

Não vi o que tava na cara.
Era você a saideira.
Você a droga da boa [rara]
Era você aquele baseado!

Pra mim foi bom, Caro.
Vi as estrelas de perto
E flutuei entre nuvens
De riso franco e claro

Mas pra mim já basta!
Basta desse sofrimento tolo,
Que de um riso franco
Ao desespero arrasta.

Perante os efeitos que você causa
Admito minha impotência.
Mas creio que há um Deus
E Ele há de me dá clemência.

Dessa vez não terei pressa
Em fazer juras a mim,
De que nessa história
Porei um definitivo fim.

Não farei novas promessas,
Não prometerei nem um mês,
Para mim é só por hoje,
Um dia de cada vez!


(Admito você é uma droga tão potente quanto narcóticos ou entorpecentes)

8 de set de 2017

Amo tua lembrança...


Toda forma de magia em forma de música. Tua coragem de por meu nome em tudo, até nas estrelas... Amo como tudo foi verdadeiro. Como tudo foi real.
Amo a sensação das tuas mãos tocando as minhas enquanto o mundo inteiro deixava de existir. Amo tudo que é você, o que foi e o que sempre será.


23 de ago de 2017

Das sobras


Nasci sem encanto.
Sobrou-me adeus.
Faltou-me aceitação.
Restou-me o pranto.

Nasci sem chão,
Sobrou-me o céu.
Faltou-me o ninho,

Sobrou-me a imensidão...

Nasci sem nada.
Sobrou-me vazios,
Despedidas a luz da lua,
E o silêncio da madrugada.


8 de ago de 2017

Vagantes no escuro

"Injustos fazem leis e o que resta a vocês?
Escolher qual veneno te mata"
                                                  
Não sei o que escrever porque o mundo tá muito errado. Tudo está confuso, louco e deturpado. Amar é algo escuso, mas mentir e oprimir é aceitável.
Não consigo escrever porque há muita desesperança nas minhas palavras, são tempos difíceis para o Brasil, são tempos difíceis para o mundo, “são tempos difíceis para os sonhadores”.
Eu não acho palavras que expressem o quanto a escuridão nos absolve, sei que havia flores em algum lugar e música, mas mal ouço a minha voz.
Então as palavras faltam, faltam os sonhos, faltam as forças. O mundo está estranho de um jeito cruel. As pessoas são mais secas que a aridez do deserto, os poderosos nos oprimem, os gananciosos roubam nossas forças...
Não há justiça, não há heróis, não há poesia. O medo alimenta nossos dias e a fome e a sede de algo verdadeiro e belo nos consome dia e noite. Estamos vagando no escuro.

Pai, ajuda, eu tenho medo do escuro, eu fiquei sozinha na estrada. Sozinha e amedrontada.